“Eu sou tão orgulhoso.
Quanto?
Quanto o quê?
Quanto você me ama?
Não estávamos falando disso.
Pois veja, agora estamos.
Muito.
Muito o quê?
Sou muito orgulhoso.
Você já disse isso.
Eu sei.
Por que toda vez que eu pergunto o quanto me amas, tu mudas de assunto?
Eu ainda não tinha reparado, seus olhos são verdes.
Azuis.
Verdes azuis?
Só azul.
O céu?
Você está louco?
Quem?
Eu. – Ironizou ela.
Conte-me uma novidade.
Idiota.
Seu.
Meu idiota?
Não.
Então meu o quê?
Seus olhos.
O quê que têm eles?
São verdes.
Eu já disse que são azuis.
O céu?
Você é louco ou o quê?
Infinito.
O que é infinito? Não digas que é o céu.
Também.
Também o quê?
O céu também é infinito.
E o quê mais?
O que você queria saber.
O que eu queria saber?
O quanto eu te amo.
E o quanto você me ama?
Infinito.
O céu?
Não.
O quê então?
O quanto eu amo você. Infinito.
Bobo.
Seus olhos.
Não, não são verdes.
Eu ia dizer que são lindos, e azuis – Sorri.
Eu te amo.
Eu sei.
Idiota.
Te amo mais.
“É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar?’
“Nem sempre faço questão de usar a simpatia. Muitas vezes já me escondi atrás de arara de loja pra não cumprimentar alguém. Ou então caminhei mais rápido pra desviar de um conhecido. Sei lá, tem dias que não tô com vontade.